Presidente da Fetrhotel repudia violência em Brasília

inês Ferreiraa (462)

Trabalhadores hoteleiros foram representados pela Fetrhotel, na marcha de Brasília ocorrida, no último dia 24. A marcha terminou em confronto entre trabalhadores e policiais e foi considerada uma das mobilizações mais violentas já registradas no país. Mais de 40 manifestantes ficaram feridos, dois deles em estado grave.

O presidente da Fetrhotel, Cícero Lourenço Pereira, que estava no local, rechaçou os atos de violência cometidos contra trabalhadores e também às atitudes violentas dos vândalos.

Dirigentes sindicais e diretores da Fetrhotel viajaram de ônibus até Brasília. Depois de mais de 14 horas de viagem eles se uniram a milhares de trabalhadores, que estavam em concentração em frente ao Estádio Mané Garrincha.

A informação das centrais sindicais, que realizaram o evento, era de que havia no local, mais de três mil ônibus vindos de diversas partes do país.

Por volta das 12 horas, o presidente da Fetrhotel, acompanhado do tesoureiro-geral da Fetrhotel Antonio Luiz de Souza (Jandaia), entre outros diretores, se juntou a marcha dos trabalhadores em direção ao Congresso Nacional.

O percurso entre o Estádio Mané Garrincha e o congresso estava tomado por trabalhadores com bandeiras de centrais sindicais, faixas e cartazes.

A marca transcorria normalmente, até que um dos caminhões de som, de uma central sindical, informou os manifestantes que havia uma barreira de policiais impedindo a entrada dos manifestantes em frente ao Congresso Nacional. Em seguida, eles convocaram os agentes para ocupar a frente da marcha.

Os manifestantes fizeram um corredor humano e deram passagem para os servidores, estes foram recebidos pelos policias com spray de pimenta. A partir desse momento os manifestantes entraram em conflito com a polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha.

Os trabalhadores ainda tentaram se aproximar do gramado do congresso, mas logo o espaço foi cercado por policias militares, tropa de choque, cavalaria e força Nacional.

A frente do congresso transformou-se numa praça de guerra. De um lado a polícia atirava bombas, balas de borracha, do outro eram arremessados paus e pedras pelos manifestantes.

Após serem impedido de chegarem ao congresso os manifestantes passaram a depredar os prédios dos ministérios, arrancar placas e quebrar pontos de ônibus. Também foi colocado fogo em faixas e cartazes.

Nem mesmo os organizadores da marcha (presidente de centrais sindicais) e deputados que foram ao local apoiar os trabalhadores, escaparam dos ataques de bombas de gás lacrimogênio.

Por volta das 18 horas os ânimos começaram a acalmar e o local recebeu a visita do secretário Nacional de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça, Renato Newton Ramlow, Secretário. Ele conversou com  alguns policias, deu algumas ordem e foi embora.

Depois disso, dois helicópteros passaram a sobrevoar o local, os policias intensificaram a força para fazer os manifestantes recuar. No retorno ao Estádio Mané Garrincha a destruição era grande e os trabalhadores caminhavam lentamente em direção aos ônibus. Os ônibus começaram a sair por volta das 19h30