Ato unificado no facebook, dia 1º de maio, a partir das 11h30

Inês Ferreira

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Pela primeira vez, na história do sindicalismo brasileiro, o dia 1º de Maio, não contará com manifestações de trabalhadores nas ruas ou em festas promovidas por sindicatos. Este ano, excepcionalmente, o Dia do Trabalhador será marcado por uma live que reunirá todas as centrais sindicais do país.

O ato unificado foi decidido em reunião entre as centrais, realizada neste mês. Segundo informações das assessorias de imprensa das entidades, foram confirmados para estar no palanque virtual dirigentes sindicais de vários setores, artistas, os ex-presidentes FHC, Lula e Dilma, os governadores Dória, Flávio Dino e Witzel, o ex-ministro Ciro Gomes, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, entre outros. Durante a live também será feito um ato em defesa da democracia.

Pauta de debates na live:

– Privatização de empresas públicas;

– A importância das empresas públicas no combate a Covid 19;

– Garantia de direitos: contra o corte de salários na reforma da previdência, contra demissão de contratados temporários, contra o calote das férias pelo governo do Estado e contra o corte de gratificações pelos poderes Judiciário e Legislativo

– Defesa do emprego e dos salários e contra redução salarial dos trabalhadores do setor privado

– Defesa irrestrita da democracia e contra a ditadura

– Ampliação da renda via Estado e municípios para os trabalhadores informais, desempregados e empregados com carteira que sofreram redução salarial em função da MP 936

– Defesa dos direitos das mulheres e contra a violência.

Como surgiu a data

A comemoração do Dia do Trabalhador, teve início em maio de 1886, quando foi iniciada uma greve em Chicago, EUA.

A greve tinha o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. Nessa manifestação, houve confronto com policiais o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores.

No período entre – guerras, a duração máxima da jornada de trabalho foi fixada em oito horas, na maior parte dos países industrializados.

Nos Estados Unidos, durante o congresso de 1884, os sindicatos estabelecem o prazo de dois anos para conseguir impor aos empregadores a limitação da jornada de trabalho para oito horas. Eles iniciaram a campanha em 1º de maio, quando muitas empresas começavam seu ano contábil.

Em 1886 estimados por anarquistas, a adesão à greve geral de 1 de maio foi ampla, envolvendo cerca de 340.000 trabalhadores em todo o país. Nessa greve três trabalhadores foram mortos e muitos foram presos e condenados a forca.

Dia do Trabalhador no Brasil

A ideia de luta por direitos trabalhistas, no Brasil, teve início com a chegada de imigrantes europeus. Em 1917, foi realizada a primeira greve geral. Em 1925, o dia 1º de maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes.

Até o início da Era Vargas (1930–1945) teve início as associações de trabalhadores. O movimento operário tinha influências do anarquismo e, mais tarde, do comunismo.

No entanto, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, essas influências foram gradativamente dissolvidas pelo chamado trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado, no âmbito dos movimentos anarquistas e comunistas, como um momento de luta, protesto e crítica às estruturas socioeconômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador em Dia do Trabalho.

Essa mudança alterou profundamente as atividades realizadas no 1º de maio, que até então eram marcadas por piquetes e passeatas. O Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.

A popularização da cada ocorreu por que, no Dia do Trabalhador, era anunciado o valor do salário mínimo. Também foi no dia 1º de maio que foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, em 1943.

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