Luta contra o descaso com trabalhadores do Mc Donald’s é mundial

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Um coro de trabalhadores ecoou na Times Square, principal avenida de New York e demonstrou que em qualquer lugar do mundo funcionários do Mc Donald’s têm problemas semelhantes e usam o mesmo grito de guerra para reivindicar seus direitos. Essa realidade foi constatada pelo presidente da FETRHOTEL (Federação dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro e Similares nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul), Cícero Lourenço Pereira, no último mês de maio, quando participou 1º Conferência Internacional para o setor de fast food, nos EUA.

“Workers united will never be defeated”. Essa frase, que chegou aos ouvidos de brasileiros em New York soou familiar para o presidente. Aqui no Brasil ou na América do Norte a opressão do trabalhador é expressa pelas mesmas palavras – “Trabalhador unido jamais será vencido”.
Outra semelhança é a maneira que o Mc Donald’s trata seus funcionários.
“Aqui, as empresa exploram mão de obra de jovens que estão iniciando no mercado de trabalho. Nos EUA, eles exploram chineses, negros e latinos, que são obrigados a trabalhar mais de 35 horas semanais para ganhar salários que não cobrem suas despesas pessoais”, afirmou Cícero.
Durante a conferência, trabalhadores das empresas americanas denunciaram que são tratados como escravos.
Segundo eles, a rede obriga os trabalhadores a exercerem a jornada móvel e variável – quando a empresa não delimita o horário e a duração do expediente de trabalho dos empregados. Assim o trabalhador não tem uma carga horária diária fixa, ficando à disposição da necessidade da empresa.
Além disso, os trabalhadores afirmaram que moram em alojamentos sem calefação e longe do trabalho, ganham cerca de $ 1.105 dólares por mês, valor que, dá apenas para pagar o aluguel de um cubículo.
As despesas mensais dos trabalhadores chegam a $ 1.260. Desse total ainda é descontado $ 20 para o seguro saúde (lá não existe saúde gratuita), que não é suficiente para cobertura médica.
“Constatamos que os trabalhadores do Mc Donald’s, no Brasil, tem alguns avanços em relação aos dos EUA, como a jornada variável (conquista do SINTHORESSOR de Sorocaba) e também a obrigatoriedade da empresa oferecer refeição brasileira. Lá, os trabalhadores são obrigados a comer hambúrguer e batata frita todos os dias”, disse Cícero.

Os sindicalistas que participaram da conferência fizeram um dia mundial de luta contra o Mc Donald’s. A empresa Arcos Dourados foi denunciada.

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