Mobilização contra precariedade de trabalho do McDonald´s paralisa Avenida Paulista

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Mais de duas mil pessoas participaram da mobilização em protesto contra a precariedade do trabalho nas empresas McDonald´s, realizada no último dia 15 de abril, na Avenida Paulista, em São Paulo.  A mobilização ocorreu em mais de 40 países e contou com a participação da FETRHOTEL.

O presidente da federação e o diretor de Relações Sindicais da Federação, Cícero Lourenço Pereira e Antônio Luiz de Souza (Jandaia), respectivamente, chegaram ao evento acompanhado de diretores de vários sindicatos do Estado. Outros diretores da FETRHOTEL também estavam presentes, como Antônio Carlos da Silva Filho, que também é diretor da Contracs.

 A manifestação teve início no vão do Masp.  Uniformizados e portando bandeiras de sindicatos, centrais sindicais, confederações e da FETRHOTEL os manifestantes começaram a chegar ao local, por volta das 10 horas. O vão do Masp foi totalmente ocupado pelos trabalhadores.

Depois de vários discursos de representantes sindicais os trabalhadores saíram em passeata, levando um caixão onde simbolicamente carregaram o dono da marca, Ronald McDonald´s. Eles pararam a poucas quadras do Masp, em frente a uma tradicional lanchonete do McDonald´s.

No alto de um caminhão de som, sindicalistas se revessaram nos discursos contra os desmandos da empresa.  Entre os que discursaram estava o presidente do SINTHORESP, Francisco Calasans Lacerda e o presidente da FETRHOTEL.

O manifesto terminou com os sindicalistas colocando fogo no caixão, que foi posicionado na porta de entrada do McDonald´s.

O movimento global começou nos Estados Unidos em 2012. Inicialmente restrito a Nova York, contou com a participação de 200 trabalhadores. No Brasil, a mobilização é organizada pela Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) com o apoio da Contratuh (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade), Fethepar (Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado do Paraná) e a FETRHOTEL.

Denúncias O McDonald´s é acusado de praticar a jornada móvel variável, o acúmulo de funções sem a devida remuneração e não reconhece a insalubridade de algumas funções. Esse modelo de negócio faz com que a rede no Brasil obtenha indevidamente vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Entre as violações constatadas estão também o pagamento de salários com valores inferiores ao mínimo estabelecido por lei, horas extras habituais não remuneradas, supressão dos intervalos para descanso e refeições, indícios de fraudes nos holerites e no registro de horas trabalhadas, desempenho de múltiplas funções sem a devida remuneração, ausência de horários regulares de trabalho e atividades insalubres sem o uso de equipamento de proteção individual (inclusive com a utilização de mão de obra de adolescentes entre 16 e 18 anos, em atividades insalubres).

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