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Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul

Garçons e garçonetes – estamos aqui para serví-los!

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Garçons e garçonetes – estamos aqui para serví-los!

Inês Ferreira

 

Garçons e garçonetes – estamos aqui para serví-los!

 

Inês Ferreira

Amigo, confidente, cumplice nas horas boas e ruins esse é o lado romântico do garçom, profissional capacitado para servir e muitas vezes, ouvir.

Tema de diversas músicas e personagem frequente de grandes produções teatrais e cinematográficas, a profissão de garçom é homenageada hoje, 11 de agosto, embora ainda não tenha sido regulamentada.

Pela popularidade e simpatia, ser garçom é uma das profissões menos discriminadas. Muitos dos famosos não escondem que um dia foram garçons. Diversos anônimos passaram temporariamente pela experiência profissional, principalmente em épocas de estudantes.

O garçom está em contato direto com o cliente. Precisa ser educado, amável e dependendo de onde estiver trabalhando terá contato com celebridades, gente famosa, importante com as quais estará dividindo momentos de intimidade, saboreando um bom prato, uma boa bebida ou apenas uma companhia.

É justamente esse detalhe que faz a profissão ser atrativa, mas que também apresenta um ponto negativo para a luta da categoria – a rotatividade.

Isso impede a solidificação das normas da profissão e o fortalecimento da categoria para reivindicar novas conquistas.

“A rotatividade dificulta a mobilização da categoria e também a construção de um ambiente profissional de mais qualidade. Isto porque, muitos acabam tratando a profissão apenas como um `bico` e não lutam por melhorias coletivas”, afirma Cícero Lourenço Pereira, presidente da FETRHOTEL (Federação dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul).

Porém, a profissão de garçom vai muito além de uma solução rápida para quem quer um emprego temporário, ou que precisa aumentar sua renda.

O profissional precisa conhecer a arte de bem servir e isso envolve diversos conhecimentos, como: culinária, cartas de vinhos, outras línguas, postura e muita, mas muita mesma, educação, sensibilidade e ética. Isso tudo é o que faz da profissão uma arte.

Para servir também é preciso humildade e cumprir muito bem esse papel sem esperar nada em troca – nem mesmo a gorjeta, que por isso é espontânea.

E falando sobre gorjeta, este ano os garçons ganharam uma lei específica que regulamentou a gorjeta e a tornou parte dos salários.

“Foi uma grande conquista para a categoria. A gorjeta era informal, a empresa pagava se queria. Agora não, o pagamento aos funcionários é obrigatório e incide em todos os benefícios trabalhistas”, diz Cícero.

Essa medida eliminou um grande conflito da profissão e estabeleceu regras claras sobre os direitos dos garçons.

Não podemos esquecer também, que o garçom é o intermediário entre os funcionários da cozinha e o salão de cliente. Talvez seja por isso que hoje também é comemorado o Dia do Chef de Cozinha, os quais hoje, também merecem a atenção e o carinho de todos.

Todas essas habilidades do garçom somada ao equilíbrio para segurar a bandeja e atender aos mais variados desejos dos clientes, faz desse profissional alguém especial em qualquer estabelecimento. Em alguns, a importância vai ainda mais longe, porque o garçom acaba influenciando na clientela e aumentando a renda do estabelecimento.

É por isso que a profissão acabou se transformando em temas de músicas e personagens de filmes. Hoje, 11 agosto, não podemos deixar a data passar em branco.

“Parabenizamos todos os garçons e garçonetes e desejamos que todos os dias vocês cumpram seus deveres felizes e que façam seu trabalho com amor e dedicação. Saibam que estamos aqui, nos bastidores, lutando para que nada estrague o humor de vocês, ou seja,  para que nenhum direito de vocês sejam retirados. Não esqueçam que vocês sãos os garçons, mas quando se trata de defender  seus direitos, nós estamos aqui para servi-los”, concluiu o presidente.

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