Que venha 2018!

Chegamos a um dos períodos mais sensíveis e bonitos do ano. É hora de festejar! É tempo de parar, agradecer e compartilhar o melhor desta vida com aqueles que amamos.
Apesar de todo apelo consumista que o capitalismo criou para valorizar ainda mais estas datas, não podemos deixá-las passar em branco e fazer de conta que não ligamos ou não gostamos do clima de festas, que vem com o final do ano.
É neste período, exclusivamente, que a humanidade toda, nem que seja somente na virada do ano, compactua do mesmo pensamento – o de ser feliz junto com as pessoas que amamos.
Um desejo tão simples.
Porém, nos outros mais de 350 dias do ano esse desejo se perde em meio a tantas outras coisas que elegemos como prioridade. Para desfrutarmos de alguns dias de alegria, felicidade e relaxar, passamos tantos outros lutando para assegurar nosso lugar ao sol.
Nós, sindicalistas, além de lutarmos pelo bem-estar dos nossos, lutamos por milhares de anônimos que nem conhecemos – trabalhadores como nós.
Fazemos isso porque tivemos compaixão e nos sensibilizamos com a dificuldade do outro. Para entender melhor o que isso significa é preciso conhecer a definição de compaixão, literalmente:
– “Compaixão: sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor”.
É isso que eu sinto.
É isso que todos os dirigentes sindicais deveriam sentir.
Sem esse sentimento essa luta seria vã e não teríamos coragem e força para enfrentarmos períodos como o ano de 2017.
Eita ano sofrido!
Nem vou enumerar aqui todas as perdas que os trabalhadores tiveram, porque estas são mais do que conhecidas. Também não vou pedir para que elas sejam esquecidas. Ao contrário, neste período de festas é saudável lembrar o porquê e por quem lutamos.
Se, por alguns minutos, lembrarmos do milhões de brasileiros que estarão por aí festejando e felizes apenas por poder presenciar, de longe, as luzes dos fogos de artifícios de uns poucos, veremos o quanto temos para agradecer e entenderemos ainda mais a nossa importância neste país.
Se lembrarmos de tantos que são menos favorecidos do que nós, compreenderemos o valor de tudo que temos. Essa é a dica para os que não estão muitos satisfeitos e com baixas expectativas para os festejos dos próximos dias.
Independente da religião, no dia 25, não podemos esquecer do Aniversariante. Para os cristãos é um excelente momento para fazer um gesto de ternura para seu próximo e expressar a máxima do cristianismo (amar o teu próximo como Cristo o amou), agradecendo à Deus por Ele ter enviado ao mundo um Homem tão maravilhoso e especial.
Os não cristãos também podem comemorar o aniversário de Jesus de Nazaré, como um homem importante para a humanidade, exemplo de amor e altruísmo. Um líder, pacificador cujo o poder pessoal atravessou milênios e chegou até 2017.
Feito isso, vamos esperar 2018, cheios de compaixão e esperança!
Somos guerreiros!
Lutamos por uma sociedade mais justa e representamos milhares de jovens, mulheres e homens independente de raça, sexo, religião e preferências políticas.
Neste período de festas, em que damos uma trégua na luta, vamos repor nossas energias na fonte do amor, seja qual for a compreensão que você tenha dele. Somente esse sentimento é capaz de nos fortalecer para enfrentarmos as lutas de 2018. Como é um sentimento poderoso, se o conservarmos as dificuldades que vem pela frente serão “fichinhas”.
Se conservamos o amor na nossa causa, ele fará brotar a fé nas vitórias que teremos em 2018 e juntos serão fortes e invencíveis!
“Paz sem voz não é paz é medo”.
Não vamos nos calar. Não vamos ter medo. Vamos continuar juntos lutando por aqueles que dependem de nós.
Que venha 2018!
Boas festas!

Cícero Lourenço Pereira, presidente da FETRHOTEL.

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