Vamos renovar nossas forças para continuar a luta

Ao longo de anos, de luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores, fomos nos envolvendo com diversas atividades e deixando para trás aquela sensação efervescente que nos impulsionou a disputar as eleições para dirigir uma entidade sindical.
Esquecemos que chegamos até aqui porque fomos movidos pelo desejo de transformar a vida dos trabalhadores e consequentemente a sociedade brasileira e também porque desejamos uma sociedade mais justa e digna.
Esse desejo que nos moveu, muitas vezes, tem sido adormecido pelos golpes da acirrada luta de classes e pela busca de soluções para os intermináveis conflitos entre os modos de produção e o capitalismo.
Tem momentos, que de tão difícil a luta, até pensamos em desistir.
Tenho certeza que esses sentimentos rondaram os corações de muitos dirigentes sindicais e também de trabalhadores que têm consciência do difícil momento que vivemos no nosso país.
Porém não podemos esquecer que temos uma vocação que não pode ser perturbada pelas dificuldades momentâneas.
É essa vocação que nos coloca num lugar especial, onde não existe espaço para o egoísmo individualista – um lugar onde podemos fazer a diferença e decidir o futuro de uma categoria e também do país. Para isso, basta que não nos percamos pelo caminho e que mantenhamos os olhos nos interesses coletivos.
Estamos aqui porque somos responsáveis pela luta contra o despotismo e a dominação do capital. Estamos aqui, entre outros motivos, para impedir que o trabalhador se veja obrigado a aceitar um salário inferior ao mínimo indispensável para prover o seu sustento e o da sua família.
Neste 1º de maio vamos separar um momento para refletir sobre o nosso papel na sociedade e renovar as nossas forças para possamos novamente sentir aquela sensação que nos fez disputar as primeiras eleições para dirigir uma entidade de defesa dos trabalhadores.
Não vamos desistir.
Milhões de trabalhadores, conscientes ou não da importância dos sindicatos, dependem da força de homens que lutam no anonimato todos os dias.
Temos certeza que chegará o dia em que estes trabalhadores entenderão a importância dos sindicatos como instrumentos de defesa de seus direitos e de melhoria para a qualidade de vida de suas famílias.
Vamos manter o foco na necessidade de milhões de trabalhadores que dependem de líderes sindicais para fazer a sua defesa.
Se fizermos ressurgir o sentimento que nos moveu para entrarmos nessa batalha, seremos imbatíveis.

Cícero Lourenço Pereira, presidente da FETRHOTEL.

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