Em reunião da Fetrhotel, Vettore diz que vivemos guerra de capital X trabalho

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Inês Ferreira

Representantes de sindicatos filiados à Fetrhotel (Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul) estiveram reunidos no último dia 28 de março, no auditório Marco Aurélio, do Hotel Leques Brasil.
A reunião, convocada pela diretoria executiva da entidade, foi aberta pelo presidente da federação, Cícero Lourenço Pereira. Ele deu início aos trabalhos falando sobre a necessidade de discutir com os representantes da categoria as reformas pretendidas pelo governo de Michel Temer e os reflexos da aprovação da Lei da Terceirização, ocorrida este mês.
Após a abertura, Cícero passou a palavra para o advogado e professor Walter Vettore que falou sobre a conjuntura política do país e o mundo do trabalho.
O advogado começou sua palestra dizendo que o momento exige que o movimento sindical defenda suas ideias, já que a grande mídia tem sido usada, pelo capital, para propagar a ideias dos “inimigos” da classe trabalhadora.
“Nós infelizmente não cuidamos de ter aparelhos de comunicação social como nossos inimigos de classe têm”, afirmou Vettore.
Segundo ele, estamos vivendo uma guerra entre o capital e os pobres. Essa guerra muda conforme a região do mundo. Em alguns países ela é feita com armas, como no Afeganistão, no Iraque e na Síria.
Um dos resultados dessa guerra é econômico e influenciado principalmente pelas imigrações de refugiados. Estes não têm empregos e acabam em outros países, onde os filhos e as mulheres trabalham quase que de graça, gerando uma mão-de-obra muito barata no mundo.
Aqui, no Brasil, conforme o advogado, uma das armas da guerra do capital contra os trabalhadores é a grande mídia. Emissoras de TV como a Globo e a Bandeirantes, jornais com o Estadão e a Folha são tidas, por Vettore, como “estelionatárias” dos direitos dos trabalhadores.
“Temos ouvido que não existe mais esquerda ou direita. Mas nós que vivemos isso no dia a dia sabemos que isso é falso – o mundo vive de falsidade e a comunicação social é a estelionatária”, afirmou o advogado.
Nessa luta, conforme Vettore, os trabalhadores têm como armas a imprensa sindical, os boletins e os jornais. Ele lembrou que houve um tempo que o movimento sindical era mais influente na luta ideológica do que a grande imprensa. Porém hoje, na opinião dele, tudo o que começou em 1930, com o surgimento do movimento sindical, está acabando.
“Estamos vivendo a reprise de 64. Todos esses intelectuais estão na imprensa, no Estadão, na Folha, em programas de tvs. Estão numa instituição neoliberal ou ultraliberal que tem por trás uma das maiores fortunas brasileira. Estamos perdendo dentro da categoria uma guerra ideológica, uma guerra de pensamento. Companheiros nós, sindicalistas, somos dinossauros em extinção. Eles querem acabar com a gente como acabaram com dinossauros”, disse ele.
Para ganhar essa guerra, segundo Vettore, é preciso “fazer nossa máquina de ideias, nossa imprensa sindical”. Essa imprensa tem que pegar todas as nossas lutas e traduzir para o trabalhador com linguagem simples direta e sucinta.
“Estamos vivendo o mundo da falsidade, da hipocrisia absoluta e do estelionato. Estamos quietos e não respondemos a altura. Fragmentar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é tudo o que eles queriam. Eles dizem que engessa o mercado, mas tem que engessar porque se o capital entra ele destrói e faz a corrosão como estão fazendo agora”, afirmou.
Vettore ainda disse que “colocaram areia na engrenagem”, primeiro acabando com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), cujo dinheiro está voltando para os banqueiros, depois com os projetos de reformas da Previdência e Trabalhista e a aprovação da Lei da terceirização.
“Será que o povo não vai reagir a essas coisas todas. Muitas coisas passaram porque não houve resistência. Estamos no rumo do estelionato. Com a terceirização voltamos à escravatura. O que interessa ao capital e deixar o trabalhador na condição de escravo, numa condição que ele nem pode se organizar”, afirmou.
Conforme Vettore é preciso lutar contra os que produzem ideias contra os interesses dos trabalhadores. Para ele, a mãe de todas as reformas é a reforma bancária. Conforme ele, não se pode aceitar juros de 600% ao ano. Também é preciso uma auditoria da divida pública que atinge 51% da receita do país e que ultrapassa a casa dos trilhões de reais.
O advogado encerrou a palestra afirmando que neste momento é preciso trabalhar com as categorias nos planos das ideias, fazer bons boletins bons, organizar o universo da classe operária e criticar esses acordos espúrios do governo.

 

 

 

 

 

Representantes de sindicatos filiados à Fetrhotel (Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul) estiveram reunidos no último dia 28 de março, no auditório Marco Aurélio, do Hotel Leques Brasil.

A reunião, convocada pela diretoria executiva da entidade, foi aberta pelo presidente da federação, Cícero Lourenço Pereira. Ele deu início aos trabalhos falando sobre a necessidade de discutir com os representantes da categoria as reformas pretendidas pelo governo de Michel Temer e os reflexos da aprovação da Lei da Terceirização, ocorrida este mês.

Após a abertura, Cícero passou a palavra para o advogado e professor Walter Vettore que falou sobre a conjuntura política do país e o mundo do trabalho.

O advogado começou sua palestra dizendo que o momento exige que o movimento sindical defenda suas ideias, já que a grande mídia tem sido usada, pelo capital, para propagar a ideias dos “inimigos” da classe trabalhadora.

“Nós infelizmente não cuidamos de ter aparelhos de comunicação social como nossos inimigos de classe têm”, afirmou Vettore.

Segundo ele, estamos vivendo uma guerra entre o capital e os pobres. Essa guerra muda conforme a região do mundo. Em alguns países ela é feita com armas, como no Afeganistão, no Iraque e na Síria.

Um dos resultados dessa guerra é econômico e influenciado principalmente pelas imigrações de refugiados. Estes não têm empregos e acabam em outros países, onde os filhos e as mulheres trabalham quase que de graça, gerando uma mão-de-obra muito barata no mundo.

Aqui, no Brasil, conforme o advogado, uma das armas da guerra do capital contra os trabalhadores é a grande mídia. Emissoras de TV como a Globo e a Bandeirantes, jornais com o Estadão e a Folha são tidas, por Vettore, como “estelionatárias” dos direitos dos trabalhadores.

“Temos ouvido que não existe mais esquerda ou direita. Mas nós que vivemos isso no dia a dia sabemos que isso é falso – o mundo vive de falsidade e a comunicação social é a estelionatária”, afirmou o advogado.

Nessa luta, conforme Vettore, os trabalhadores têm como armas a imprensa sindical, os boletins e os jornais. Ele lembrou que houve um tempo que o movimento sindical era mais influente na luta ideológica do que a grande imprensa. Porém hoje, na opinião dele, tudo o que começou em 1930, com o surgimento do movimento sindical, está acabando.

“Estamos vivendo a reprise de 64. Todos esses intelectuais estão na imprensa, no Estadão, na Folha, em programas de tvs. Estão numa instituição neoliberal ou ultraliberal que tem por trás uma das maiores fortunas brasileira. Estamos perdendo dentro da categoria uma guerra ideológica, uma guerra de pensamento. Companheiros nós, sindicalistas, somos dinossauros em extinção. Eles querem acabar com a gente como acabaram com dinossauros”, disse ele.

Para ganhar essa guerra, segundo Vettore, é preciso “fazer nossa máquina de ideias, nossa imprensa sindical”. Essa imprensa tem que pegar todas as nossas lutas e traduzir para o trabalhador com linguagem simples direta e sucinta.

“Estamos vivendo o mundo da falsidade, da hipocrisia absoluta e do estelionato. Estamos quietos e não respondemos a altura. Fragmentar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é tudo o que eles queriam. Eles dizem que engessa o mercado, mas tem que engessar porque se o capital entra ele destrói e faz a corrosão como estão fazendo agora”, afirmou.

Vettore ainda disse que “colocaram areia na engrenagem”, primeiro acabando com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), cujo dinheiro está voltando para os banqueiros, depois com os projetos de reformas da Previdência e Trabalhista e a aprovação da Lei da terceirização.

“Será que o povo não vai reagir a essas coisas todas. Muitas coisas passaram porque não houve resistência. Estamos no rumo do estelionato. Com a terceirização voltamos à escravatura. O que interessa ao capital e deixar o trabalhador na condição de escravo, numa condição que ele nem pode se organizar”, afirmou.

Conforme Vettore é preciso lutar contra os que produzem ideias contra os interesses dos trabalhadores. Para ele, a mãe de todas as reformas é a reforma bancária. Conforme ele, não se pode aceitar juros de 600% ao ano. Também é preciso uma auditoria da divida pública que atinge 51% da receita do país e que ultrapassa a casa dos trilhões de reais.

O advogado encerrou a palestra afirmando que neste momento é preciso trabalhar com as categorias nos planos das ideias, fazer bons boletins bons, organizar o universo da classe operária e criticar esses acordos espúrios do governo.

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