Funcionários do McDonald’s fazem greve mundial no próximo dia 15

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Os funcionários da rede americana de lanchonetes McDonald’s entrarão em greve mundial no próximo dia 15. A paralisação será realizada em 200 cidades em 35 países, incluindo o Brasil. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o movimento grevista começou após uma reunião realizada há cerca de dois anos e meio, em Nova York, quando 200 funcionários da empresa e de outras redes de fast-food para solicitar aumento salarial e melhores condições de trabalho. No Brasil, no último dia 18, ocorreu um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo e, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, e afins de São Paulo (Sinthoresp), estima-se que 5 mil pessoas devem participar do ato marcado para o dia 15 de abril, 3 mil a mais que a expectativa dos organizadores do evento. A entidade conta com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Trabalhadores do mundo todo se uniram em uma campanha global por direitos trabalhistas no McDonald´s. Protestos que antes aconteciam apenas nos Estados Unidos ganharam agora a adesão de outros 35 países, inclusive o Brasil. Um ato marcado para o dia 15 de abril deve reunir 60 mil pessoas em 200 cidades norte-americanas. “Pequenos preços? Baixos salários! Grandes lucros!”, diz um dos cartazes na internet.
Denúncias contra McDonald´s
Na Europa, sindicados de trabalhadores denunciam evasão fiscal da ordem de 1 bilhão de euros por parte da rede entre 2009 e 2013. O pedido de investigação do McDonald’s na região vem na esteira de investigações de outras multinacionais para que acordos fiscais com os governos sejam mais transparentes e poderá motivar a aplicação de novas regras que impeçam companhias de não pagar impostos em seus países.
No Japão, investidores americanos de fundos de pensão detentores de ações do McDonald’s no mercado pedem a troca dos integrantes do conselho da empresa motivados pelas quedas nos resultados da companhia desde uma crise envolvendo o uso de matéria-prima estragada. Uma federação trabalhista entende que o McDonald’s no Japão não fez um controle adequado de fornecedores e fracassou ao não conseguir atingir padrões de segurança alimentar, o que gerou um efeito devastador sobre as receitas e os lucros da empresa.
No Brasil, a página da campanha #‎SemDireitosNãoéLegal‬ denuncia uma série de violações por parte da rede: “Não cuidar de funcionários que se queimam: NÃO É LEGAL! Não pagar adicional de insalubridade: NÃO É LEGAL! Ser contratado para uma função e exercer outra: NÃO É LEGAL!”.

 

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