Trabalhadores precisam de 3,35% de reajuste para repor a Inflação

Renda e economia. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O IBGE divulgou hoje, 09 de junho, os resultados da inflação de maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,36% em maio e ficou acima da taxa de abril(0,08%) em 0,28 p.p.. Em 12 meses, a inflação ficou em 3,55%, abaixo dos 3,99% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em maio, os produtos alimentícios tiveram queda de 0,44%. Os produtos não alimentícios tiveram alta de 0,73%.

Apesar do aumento do índice mensal, é provável que a inflação continue caindo nos próximos meses. Isso porque o principal fator de pressão no INPC de maio foi a energia elétrica. Nesse mês encerrou-se o desconto que havia sido concedido em abril em virtude de cobrança indevida ao longo de 2016. Com isso, a energia elétrica teve um aumento de 8,98% no mês, puxando o INPC mensal.

Essa pressão do custo da energia elétrica foi pontual e não deve se repetir. Esse fator aliado à estagnação econômica e à queda dos preços dos alimentos em função da “super-safra” permitem conjecturar que a inflação seguirá caindo nos próximos meses.
Assim, as categorias que estiverem em data-base, EM JUNHO, precisarão de, NO MÍNIMO, 3,35% de reajuste salarial, para repor as perdas com a inflação de 12 meses, medida pelo INPC-IBGE.

Em anexo, segue material de suporte com o cálculo das perdas salariais acumuladas nos últimos 12 meses. Esse instrumento pode ser utilizado como ferramenta no processo de negociação coletiva.

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