Garçom e Garçonete Cross agita o centro de Araraquara

Há 13 anos trabalhando como garçom, Waldemir João da Silva, de 28 anos, conquistou nesta segunda-feira (2) em Araraquara o título de atendente mais simpático pelo terceiro ano seguido durante o 16º Garçom e Garçonete Cross. Para receber o prêmio, ele deixou de lado a moto que seria entregue ao garçom mais rápido da competição e participou da disputa carregando duas bandejas carregadas com copos cheios de refrigerante, além de equilibrar na cabeça uma bandeja com mais de 6 litros em bebidas.

A proeza não é nenhum desafio para Silva, que diz que sempre serviu os clientes de uma boate da cidade carregando os pedidos literalmente na cabeça. “É o meu jeito de ser, é assim que ganho os clientes e consigo atender mais”, disse o garçom que afirma ter sido “treinado pela vida”, ainda quando criança em Pernambuco. “Desde os seis anos carregava latas d´água na cabeça por causa da seca para ajudar minha mãe”, contou o rapaz, que se mudou para o interior de São Paulo em busca de emprego.

Competição
Ao todo, 46 funcionários de restaurantes e hotéis de Araraquara participaram da tradicional competição, no Centro da cidade. Os competidores precisaram percorrer 21 obstáculos em menor tempo carregando uma bandeja com uma garrafa de cerveja e três copos cheios de água. Entre as barreiras, degraus, rampas, labirinto, uma piscina e uma porta trancada. Os mais rápidos nas categorias masculina e feminina ganharam uma moto.

A prova é uma maneira dos profissionais se confraternizarem durante o ano e é realizada sempre entre o final de agosto e o início de setembro. “Fazemos sempre depois do dia 11 de agosto, Dia do Garçom, e tentamos reunir os trabalhadores das cidades vizinhas para participarem desse lazer também”, comentou Isiquiel Carvalho, presidente do Sindicato dos Empregados em Comércio Hoteleiro e Similares de Araraquara, que organiza o evento. Até a hora de início da prova, depois das 15h, é pensada nos profissionais. “Tem muita gente que serve no almoço e fazemos no horário em que os restaurantes estão fechando disse”.

Participantes
Apesar de ser destinado aos garçons, a competição deste ano atraiu também camareiras e até um sushiman, profissionais que já passaram pelo desafio das bandejas na vida profissional. “Trabalhei três anos como garçom antes de ser sushiman”, disse Alex Oliveira, que trabalha há sete anos com comida japonesa.

Para a camareira Andreia Vaz, a competição é uma maneira de retornar a profissão que manteve durante oito anos. “É um jeito de matar a saudade da bandeja”, disse ela, que deixou de ser garçonete para voltar a estudar. “Trabalhando com restaurante eu precisava fazer dois horários, o que dificultava os estudos”.

Para os participantes, não há muita dificuldade durante a disputa. “A gente treina no dia a dia com os obstáculos do próprio trabalho, desviando de mesa, cadeira, bolsa, não tem muita diferença, não”, disse o garçom Clerisson de Souza, que participou da prova pelo quarto ano seguido. (Fonte G1).

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