Donos de bares e restaurantes estimam a demissão de 20.000 com restrições em SP

Locais fechados a partir das 20h

E em fins de semana e feriados

Blitz do governo do Estado de S. Paulo em bares da Vila Madalena, em agosto de 2020Divulgação/Governo de São Paulo – 21.ago.2020


23.jan.2021 (sábado) – 8h09

As novas medidas de restrição anunciadas pelo governo do Estado de São Paulo na 6ª feira (22.jan.2021) podem fazer com que 20.000 postos de trabalho do setor de bares e restaurantes sejam fechados. A conta é da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Segundo a entidade, 50.000 estabelecimentos já fecharam no Estado desde o começo da pandemia. A ANR (Associação Nacional de Restaurante) afirma que 84.000 pessoas já perderam seus empregos.

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Em nota, a Abrasel declara que os estabelecimentos vinham cumprindo o protocolo de segurança para evitar a transmissão do coronavírus.

Não contribuímos para a progressão da pandemia. Qualquer cidadão que frequenta restaurantes e bares que cumprem os protocolos sabe disso”, diz Percival Maricato, presidente da Abrasel, .

Maricato afirma que o fechamento dos bares e restaurantes estimula a realização de festas clandestinas, que não cumprem as medidas de segurança.

A ANR também diz que o setor não é responsável pelo aumento no número de casos.

Após a reabertura dos bares e restaurantes, com cumprimento de todos os protocolos de higiene, limitação de 40% das vagas e uso apenas das áreas internas, os casos passaram a cair gradativamente em São Paulo a partir de setembro e até o início de novembro. Ou seja, não há qualquer relação entre a abertura controlada de bares e restaurantes com a expansão da covid-19”, afirma a entidade em nota.

Ao tomar decisões para início imediato, as autoridades certamente ignoram também que as empresas compram produtos perecíveis que, com o fechamento, não podem mais ser usados para o consumo após alguns dias. Mais um prejuízo que o governo estadual certamente ignora.

Donos de bares e restaurantes protestaram na 6ª feira (22.), em São Paulo, contra a decisão de Doria. O protesto reuniu funcionários, gerentes e donos de estabelecimentos comerciais.

Doria se pronunciou sobre os protestos. “Não protestem pela morte, não contestem a vida. Estejam ao lado da medicina, da saúde, estejam ao lado da proteção, estejam ao lado da vida. Nós, aqui, continuaremos ao lado da vida”, declarou.

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