Preocupada com o desemprego, Fetrhotel pede o fim das restrições de bares e restaurantes em São Paulo

Inês Ferreira
Sindicalistas garantem que o trabalho do setor é realizado com segurança

Diretores e presidentes de sindicatos filiados à Fetrhotel (Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul) participaram na manhã de hoje de uma manifestação a favor da abertura segura de bares e restaurantes da capital e do interior do Estado. A manifestação ocorreu na avenida Paulista, em frente o Masp (Museu de Arte de São Paulo).

“Se essas restrições continuarem o número de desemprego no setor será incalculável. Os trabalhadores estão tomando todas as medidas de segurança necessária. Essa restrição é muito rigorosa e penaliza diretamente a categoria que é uma das que mais está sofrendo por causa da pandemia”, disse o presidente da Fetrhotel, Cícero Lourenço Pereira.

O governador João Dória decretou que o estado de São Paulo está na fase vermelha, quando só é permitido o funcionamento de serviços essenciais no comércio como supermercados, farmácias e postos de combustíveis.

Com isso, o funcionamento de bares e restaurantes é permitido das 6h às 20h durante a semana, quando a capital fica na fase laranja. Aos finais de semana, os estabelecimentos não podem abrir ao público e devem atender somente por delivery.

O decreto do governo vale até o dia 7 de fevereiro.

Protesto
O protesto teve início as 10 horas, na avenida Paulista, em frente ao Masp. Durante a manifestação os sindicalistas usaram máscara e respeitaram o distanciamento.

Segundo os sindicalistas, o setor de bares e restaurantes já fecharam cerca de 30% de seus estabelecimentos, por causa da pandemia.

Os donos de empresa afirmam que, no estado, o faturamento dos bares e restaurantes em janeiro caíram em 39% comparado com o mês de dezembro.

A previsão é de que somente na Capital as restrições impostas por Doria resultem em mais de 20 mil demissões.

Diante disso, não houve outra alternativa para os dirigentes sindicais, a não ser ir para a rua protestar contra o governo.

 

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